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Parábola do bom professor

Essa parábola conta os pensamentos de um jovem professor que no momento de seu banho, refletia sobre o que era ser um bom professor. Olhando para ele mesmo, como um reflexo no espelho, começa a lembrar dos bons professores que teve.

Um professor de filosofia na sua época de escola, ensinava aos seus alunos que para ser um bom aluno, devia sempre questionar a pergunta, pois, metade dela, era a resposta. Os alunos riam, chamavam ele de louco, de mau professor, mas ele buscava ensinar seus alunos, reinventava-se, todas aulas, um novo ensinamento, todas as aulas, uma vontade partia do professor, ensinar de um modo que os alunos aprendessem, mostrar que a filosofia, assim como as demais matérias, também é para a vida. As aulas desse professor, eram às sextas feiras, a sala sempre vazia, mas todos com notas suficientes para passar de ano, afinal, o silêncio também o ensinava, mas não o silenciava.

Já o bom professor, lecionava seis aulas de sua disciplina por semana, passava os exercícios na lousa, esperava os alunos copiar e, 5 minutinhos depois, já passava o resultado... esse era o bom professor, ganhava abraço dos alunos, era popular na escola, jogava futebol e tudo mais.

Um dia, próximo do ano findar, os alunos foram fazer a prova para ver se conseguiam bolsas nas universidades. Na hora dos testes, “e agora?” exclamavam, “como vou resolver esse problema?” E então, lembraram-se do mau professor, o que viajava... E começaram a ler os enunciados, procurando as pistas das respostas, mas nada acharam.

Esta parábola, serve para refletirmos sobre o que significa ser um professor “bom” ou “mau”. Na vida, não adianta ser sorriso o tempo todo, fazer tudo o que o aluno quer. É preciso negar! É preciso provocar, ajudar, estar junto, estar disposto a ensinar e a aprender ensinando. O professor, não sabe tudo de tudo, nem nada de nada. Um bom professor, muitas vezes é tido como mau, as vezes ele é, mas só é, por não estar disposto a aprender, a se (trans)formar, isso é um mau professor. O bom professor é aquele que erra, reconhece o erro, e como diz Paulo Freire, busca ser sempre mais, se (re)inventa para ajudar o aluno, para provocar o aluno a aprender. O bom professor, é aquele imerge junto com o aluno em sua realidade, para (trans)formá-la, para conscientizá-lo. E, nesses processos, errando e aprendendo, o que torna um professor bom, é a sua vontade de ensinar o outro, ensinando a si. Afinal, “quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender.” Paulo Freire.

                                                                                                                       Daniel Novaes. 25.06.2018   

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