Pesquisa e produção acadêmica na área de
Autismos, Educação Especial, Tecnologias e Teoria Histórico-Cultural


Resumo
O estudo insere-se na linha de pesquisa “Educação, linguagens e Processos Interativos”. Seu tema é o processo de elaboração de conhecimento de uma criança com TEA e de seu professor no contexto da escola de educação especial (EEE); o objetivo é compreender as possibilidades de aprendizagem de um aluno com TEA em situações escolares, especificamente: a) investigar, a partir do trabalho desenvolvido, os indícios de possibilidades de elevar o pensamento do aluno para um nível abstrato, favorecendo a constituição das funções psíquicas superiores; b) investigar o processo de elaboração de conhecimento do aluno e, ao mesmo tempo, o processo de elaboração de conhecimento do professor-pesquisador, c) buscar indícios do processo de (trans)formação dos modos de agir do professor e do aluno, d) compreender como essa (trans)formação vai afetando a relação pedagógica. O estudo pauta-se no referencial teóricometodológico da Perspectiva Histórico-Cultural, em específico, nos estudos de Lev Semenovitch Vigotski que enfatizam o papel fundante da linguagem para o desenvolvimento humano.

Resumo
A respeito das crianças com deficiências, o autor considera que elas elaboram uma nova maneira de compreender e se relacionar, e, por esse motivo, ao lidar com elas, as barreiras limítrofes da deficiência (as insuficiências), não podem ser muros que impeçam a ação do professor. Esse, por sua vez, precisa atentar-se para os caminhos compensatórios estabelecidos nas relações sociais. Com base nessas ideias, este estudo considera que crianças com TEA têm seu desenvolvimento atrelado às condições sociais favoráveis. O trabalho de campo foi realizado no segundo semestre de 2016, focalizando atividades pedagógicas desenvolvidas entre o aluno e o professor-pesquisador. As situações foram videogravadas e registradas em diário de campo; as filmagens foram transcritas integralmente, considerando os movimentos corporais, expressões e gestos dos participantes. Ao decorrer do trabalho de campo, o professor-pesquisador refletindo sobre sua prática, muda o modo de se relacionar com o garoto, e, nesse movimento de trocas e (re) construções, o aluno também se modifica. As análises revelam que a relação professor-aluno, mediada pela palavra, constituiu-se como espaço de (trans)formação, elaboração e desenvolvimento, tanto do aluno como do professor.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista. Perspectiva Histórico-Cultural. Desenvolvimento Humano. Educação Especial. Professores - Formação.Acesso: http://www.usf.edu.br/galeria/getImage/385/4526195860769285.pdf
